Até onde você iria?

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Provavelmente existe alguém no seu segmento que atingiu certo nível de sucesso e reconhecimento, mesmo não tendo o devido mérito, seja pela falta de qualidades pessoais ou profissionais, por ter recebido algum tipo de vantagem ou então ter trilhado atalhos questionáveis. Isso é muito comum. Em todas as áreas há pessoas que transgridem limites, relacionamentos e convenções sociais para atingir o sucesso. Mark Zuckerberg, por exemplo, foi um completo idiota e oportunista com sua namorada, amigos e sócios na sua jornada para criar o Facebook. Bill Gates, Steve jobs e Thomas Edison são outros grandes empreendedores de sucesso que, digamos, questionaram os limites da ética pessoal e profissional.

Porém, podemos aprender uma lição valiosa com essas pessoas. E essa lição não é simplesmente “para fazer sucesso é necessário ser um idiota e oportunista”. Se você pensa assim, te convido a pensar novamente, com certa imparcialidade, deixando de lado qualquer pequeno rastro de inveja ou moralismo.

Pessoas 100% oportunistas dificilmente atingem o sucesso, pois os negócios são alicerçados em confiança. Quem deseja manter clientes e parceiros precisa de uma boa reputação, ainda mais em tempos de Internet. Portanto, por mais que essas pessoas tenham agido de maneira idiota ou oportunista algumas vezes, certamente isso não era uma constante e, portanto, é insuficiente para explicar seu sucesso.

Existe outra característica que é fundamental para o sucesso e que por vezes faz as pessoas agirem como idiotas e oportunista. Trata-se de foco, determinação ou comprometimento. Quem tem um objetivo e está emocionalmente, profundamente comprometido com este, provavelmente sacrificará relações, desafiará o status quo e se necessário, questionará os limites da ética, da lei e da moral.

Se os seus limites forem justos, se você se preocupa com as pessoas, se você preza pela sua imagem, se você quer ser bem visto e lembrado e se seus relacionamentos são preciosos demais para serem deixados de lado, então em algum momento você sacrificará seus objetivos. Caso contrário, em algum momento você inevitavelmente terá de desapontar pessoas.

É assim que funciona: egoísmo e altruísmo não se misturam. Você pode ser altruísta a maior parte do tempo, mas quando algo o impede de atingir seus objetivos, como você se comporta? Por isso, a pergunta inicial é tão importante: até onde você iria? O quão comprometido você está com seus objetivos?

Sobre o autor

Daniel R. Bastreghi

O que nos move? Como fazer valer nossos esforços? Como aproveitar o tempo que nos é dado? Na esperança de um dia encontrar respostas convincentes para essas perguntas, eu, Daniel, passeio pelo mundo do marketing, empreendedorismo, psicologia, autoconhecimento e filosofia. Compartilhe suas percepções e ajude a construir o conhecimento.

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