Você se esconde atrás de uma marca?

Responda rápido: qual é o nome da padaria e do açougue que ficam perto de sua casa?

Fácil de responder? Nem tanto, não é? Faça essa pergunta para alguns amigos e observe que muitos deles não saberiam a resposta. É provável que alguns arrisquem algo como “padaria do Antônio” e “açougue do Seu José”. Porém, na fachada desses comércios, geralmente existe um letreiro contendo “padaria sabor da manhã”, “açougue boi gordo” ou coisa parecida.

Há algo curioso a ser entendido nessa situação bastante comum. Sua memória, assim como a de tantas outras pessoas, demonstra mais facilidade para lembrar-se de pessoas e rostos, do que de marcas e símbolos. Mas então por que as empresas optam por usar uma marca, ao invés de associar seu produto a uma pessoa?

Marcas são mais que nomes. São instrumentos de personificação que dão identidade e personalidade à empresa, possibilitando e estimulando a lembrança nos consumidores. São uma tentativa de humanizar a corporação. Elas são utilizadas por empresas de médio e grande porte para compensar a falta de uma pessoa real e única, presente em cada ponto de venda. Às vezes, além da marca, a empresa adota uma mascote, com igual objetivo. Contudo, as mascotes necessitam de altos investimentos em ações promocionais e não atingem o mesmo nível de lembrança e relacionamento, pois não são percebidas como pessoas de verdade. Outro truque do marketing é a adoção de um embaixador, a associação de uma personalidade famosa à marca.

Note que, originalmente, a marca é uma muleta para compensar a incapacidade física de se estar em todos os lugares, prestando exatamente o mesmo atendimento. Ela é uma compensação para a ausência do rosto, da personalidade e do atendimento do Antônio da padaria ou do José do açougue. Antônio, José e tantos outros pequenos empreendedores ganham com o fato de serem os rostos de suas empresas. São lembrados pelos clientes, se tornam amigos e por isso recebem mais indicações. Se alguém não é bem atendido, pode reclamar amigavelmente com o dono, ao invés de simplesmente trocar de empresa.

Repare como as pessoas se referem a sua empresa. Contabilize quantas vezes você já foi chamado de “o rapaz que cuida do site” ou algo parecido. Conte quantas vezes você já ligou para um cliente e teve de se reapresentar porque o nome de sua empresa não foi reconhecido. Note o quanto é comum que vendedores, mesmo após trocarem de empresa, continuem recebendo muitas indicações de clientes antigos, pois ELES são o elo de confiança, não a marca. Conte quantas vezes VOCÊ já foi indicado, mas não exatamente sua empresa.

A adoção de uma marca é importante dependendo de sua área. Ela pode se tornar um ativo valioso. No entanto, é necessário muito tempo e altos investimentos em publicidade para que isso ocorra. Há diversas teorias e técnicas que estudam o relacionamento entre pessoas e marcas, mas isso é algo extremamente distante do universo das micro e pequenas empresas. Pessoas se relacionam com pessoas, esse é o fluxo natural das coisas. O micro empreendedor precisa compreender e aproveitar isso.

Com isso em mente, surge outra pergunta: por que tantos pequenos empreendedores tentam evidenciar uma marca e ocultam os próprios nomes e rostos?

Certamente há inúmeras razões. Algumas delas bastante sensatas, outras nem tanto. Porém, o objetivo desse artigo não é abordar tais motivos, mas deixar uma reflexão. Será que sua empresa não poderia ganhar mais se tivesse um rosto real? Como o marketing pessoal poderia ser usado na sua empresa? Será que o uso exagerado de uma marca não está desumanizando sua empresa? Será que você se esconde atrás de uma marca?

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Publicado por

Daniel R. Bastreghi

O que nos move? Como fazer valer nossos esforços? Como aproveitar o tempo que nos é dado? Na esperança de um dia encontrar respostas convincentes para essas perguntas, eu, Daniel, passeio pelo mundo do marketing, empreendedorismo, psicologia, autoconhecimento e filosofia. Compartilhe suas percepções e ajude a construir o conhecimento.

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