Marketing sem Vaidade

Cena do filme "O retrato de Dorian Gray", baseado no livro de Oscar Wilde
Cena do filme “O retrato de Dorian Gray”, baseado no livro de Oscar Wilde. A vaidade pode nos transformar em monstros?

Existe um marco no caminho empreendedor. É um momento crítico, onde empresa e seu fundador deixam de ser a mesma pessoa. Como um filho que começa a vida adulta, a empresa tem necessidades próprias e precisa de mudanças que extrapolam as competências dos gestores. Então, um traço da personalidade do fundador pode definir o futuro de todos.

Nesse momento, a empresa pede uma nova estratégia, talvez um novo posicionamento, acompanhado de uma nova identidade visual e uma campanha criativa. Porém, sentado à mesa de reuniões está o fundador, apegado a uma fórmula de sucesso que funcionou bem até há pouco tempo, vigilante para adequar tudo aos seus padrões.

Ele pede para deixar a logo maior, mudar o slogan para uma frase de efeito e avalia as peças a partir de seu gosto pessoal. Com mãos de ferro, ele acompanha cada detalhe dos trabalhos. O inconsciente desconforto com a perda de controle o faz sabotar qualquer processo de inovação.

No final, ele consegue o que queria: provar para todo mundo que só ele sabe administrar sua empresa. Assim o status quo é mantido graças a sua enorme vaidade.

“A vaidade é o caminho mais curto para o paraíso da satisfação, porém ela é, ao mesmo tempo, o solo onde a burrice melhor se desenvolve.”
Augusto Cury

 

Publicado por

Daniel R. Bastreghi

O que nos move? Como fazer valer nossos esforços? Como aproveitar o tempo que nos é dado?Na esperança de um dia encontrar respostas convincentes para essas perguntas, eu, Daniel, passeio pelo mundo do marketing, empreendedorismo, psicologia, autoconhecimento e filosofia.Compartilhe suas percepções e ajude a construir o conhecimento.

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